Comer;
ato que nos mantêm vivos; somos seres heterotróficos e desde os primórdios
nossa espécie vem sendo moldada de acordo com o tipo de atividade realizada por
ela para obter alimento; desde os nômades aos atuais sedentários; quando a
agricultura foi descoberta o homem passou a tentar modificar/controlar o
ambiente ao seu redor para que o mesmo fornecesse subsídios ou produtos a ele;
as atividades são as mais variadas; o controle nunca será total; pois um
cérebro e a capacidade de raciocinar, em conjunto com mãos que escrevem/esfolam
e ou acariciam; não são capazes de dominar o que é superior à ele. Já descrevia
com maior êxito informativo sobre a fome Josué de Castro em seu trabalho
Geografia da Fome; o mesmo tem um aval superior para destrinchar este assunto
abordando fatores políticos; sociais, econômicos e culturais que circundam este
problema.
A
domesticação por seleção artificial atinge diretamente nossa espécie e outras;
pois o ambiente exerce forte influência em nossas características corporais/genéticas/sociais;
a exemplo disso Odum em seu livro fundamentos de Ecologia retrata que o homem
está tão dependente da cultura que ele domestica quanto a cultura que é
domesticada depende do homem; ou seja a relação entre a atividade humana atual
influencia diretamente quem nós somos; o homem “rústico” que diariamente utiliza
atividades físicas em maior quantia; apresentará características fenotípicas e
intelectuais distintas do que o homem “sofisticado” que passa o dia exercendo
atividades que exigem um nível de intelectualidade maior; bem como baixa
quantia de atividade física como um professor; acarretando em diferenças
evolutivas drásticas. Além da alimentação que é consumida; pois ela
influenciará como vai se comportar o nosso corpo; pois tenderemos a consumir em
maior quantia a tal cultura “domesticada” a base alimentar foi totalmente
modificada. Essa questão é mais uma das questões sem solução que existem em
nossa existência.
No
século XXI os nossos hábitos/pensamentos foram e são totalmente influenciados
pelo poder que a união social e o convívio sob “stress” têm; ou seja, quando se
há miséria; informação tendendo a valorizar determinado grupo social;
informações que são fornecidas imperativamente; determinadas classes sociais
irão pensar de forma diferente sob o seu dia-a-dia e o seu “nicho”; irão
ocorrer mazelas das quais a civilização ainda não pensou sobre; dentre elas
estão; homicídios; estupros; doenças; roubos. Sendo que o medo de sofrer alguma
dessa mazela é enorme; tornando os indivíduos que são acometidos frágeis dos
mais variados pontos de vista. O resultado disso serão maiores problemas entre
as populações humanas; problemas ao meio ambiente. Além da questão fútil que ocorre na cultura que é
propagada pelos meios de comunicação; onde a avareza; o ódio; o sexo explícito;
o consumismo; são pregados em sua forma extrema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário